Se você é do varejo, seja dono ou gestor e está olhando para 2026 com a cabeça em crescimento, tem uma notícia boa e um alerta importante para colocar no mesmo parágrafo.
A notícia boa é que o varejo brasileiro fechou 2025 no positivo. O alerta é que esse crescimento veio com ritmo menor do que no ano anterior e isso muda o tipo de estratégia que funciona.
Segundo a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) do IBGE, o volume de vendas do comércio varejista cresceu 1,6% em 2025, marcando o nono ano consecutivo de ganhos. O mesmo release reforça que, em termos de amplitude, o resultado de 2025 foi menor do que 2024 (4,1%) e similar a 2023 (1,7%).
Na prática, isso é um recado direto para o lojista: se o mercado não está “carregando” como antes, quem cresce com consistência é quem faz o básico bem feito.
E “básico bem feito”, no varejo real, significa uma combinação de controle de estoque, proteção de margem, leitura de dados e previsibilidade no fechamento.
Varejo: O dado oficial e o recado do mercado
O número que virou manchete é simples: +1,6% em 2025. Mas o que transforma esse dado em estratégia está no contexto. Em dezembro de 2025, por exemplo, o volume de vendas do varejo variou -0,4% frente a novembro na série com ajuste sazonal.
O próprio IBGE observa que esse resultado está dentro de uma faixa considerada de estabilidade (entre +0,5% e -0,5%), mas ainda assim é um sinal de atenção para quem planeja o próximo ciclo sem margem para sustos.
No mesmo mês, na série sem ajuste sazonal, o comércio varejista teve crescimento de 2,3% frente a dezembro de 2024, o que mostra que o consumo não “sumiu”, mas que o ritmo do mercado exige mais precisão operacional.
Quando você amplia a lente para o varejo ampliado (que inclui veículos e motos, material de construção e atacado especializado de alimentos, bebidas e fumo), o contraste fica ainda mais interessante: em 2025, o varejo ampliado teve variação de 0,1% no acumulado, e em dezembro caiu -1,2% frente a novembro (com ajuste sazonal).
A Agência Brasil contextualiza esse desempenho do varejo ampliado citando perdas em setores relevantes, como revenda de veículos (que teve 2024 muito forte) e atacado especializado de alimentos, com impactos ligados à distribuição de alguns produtos.
Se você junta as peças, o recado fica claro: 2025 terminou positivo, mas com uma dinâmica que premia eficiência. E quando eficiência vira requisito, estratégia deixa de ser “mais campanha” e passa a ser “mais controle”.
3 leituras práticas para lojista do varejo
Aqui estão três leituras que ajudam a transformar o dado do IBGE em decisões para 2026 sem fantasia e sem depender do “humor do mercado”.
- Margem passa a valer mais do que volume. Em um ano de crescimento menor, tentar “compensar” com volume costuma levar a dois erros clássicos: desconto demais e mix errado. O resultado é vender mais e sobrar menos. Se você quer previsibilidade, a pergunta muda de “quanto vendemos?” para “quanto sobrou de verdade por categoria e por canal?”.
- Estoque é ativo e é risco ao mesmo tempo. O estoque certo acelera o caixa. O estoque errado congela capital e te empurra para a promoção. Em cenário de ritmo menor, excesso vira dinheiro parado e ruptura vira venda perdida e os dois custam mais porque o mercado não te dá tanta folga.
- Recompra reduz dependência de aquisição. Quando o jogo fica mais competitivo, o custo de atrair atenção tende a pressionar. A loja que constrói recompra e relacionamento reduz a dependência do “cliente novo” o tempo inteiro e ganha estabilidade de faturamento.
Essas três leituras apontam para um mesmo lugar: 2026 tende a premiar quem opera com disciplina. Só que disciplina, no varejo, não é discurso. É processo.
Verejo: O que ajustar em 2026 para ganhar previsibilidade
Se você quer transformar “planejamento” em execução, precisa olhar para alguns pontos de forma prática. Não é sobre criar um projeto enorme. É sobre ajustar o que dá mais retorno e corta desperdício silencioso.
Um bom ponto de partida é revisar giro e ruptura com frequência. Giro mostra onde o dinheiro trabalha a seu favor. Ruptura mostra onde você perde venda sem perceber. Esse par é o termômetro mais honesto da operação porque ele aparece no caixa e no atendimento.
Depois, vale olhar para a Curva ABC do seu mix. Em quase toda loja, uma parte pequena dos produtos sustenta uma parte grande do faturamento. Quando o mercado cresce menos, errar nos itens A custa caro e insistir em itens C que não giram custa ainda mais.
Em seguida, avalie ticket e recompra por período. Se o ticket está caindo, o problema pode ser mix, desconto, canal ou estratégia de oferta. Se a recompra está baixa, o problema quase sempre está em relacionamento, pós-venda, cadência de comunicação e ausência de visão sobre histórico do cliente.
Por fim, trate fechamento e conciliação como prioridade estratégica, não como burocracia. A loja que fecha bem decide rápido. A loja que fecha mal decide atrasado. E decidir atrasado é caro, porque você só descobre o erro quando ele já virou prejuízo.
Para facilitar sua execução, aqui vai um checklist direto (sem exagero, só o necessário) para revisar no início do ciclo:
- Giro, ruptura e excesso por categoria
- Curva ABC do mix e das compras
- Descontos aplicados e impacto na margem real
- Resultado por canal (loja, online, WhatsApp, marketplace)
- Fechamento mensal com conciliação sem retrabalho
A lógica por trás disso é simples: se 2025 cresceu 1,6% e mostrou um ritmo menor que 2024, você entra em 2026 com uma vantagem competitiva quando transforma gestão em rotina, não em evento.
Como o Kigi ajuda a executar (não só planejar)
Quando vendas, estoque e financeiro ficam espalhados em sistemas diferentes, planilhas paralelas e conferências manuais, a gestão vira reativa. Você passa a semana inteira “apagando incêndio” e tenta entender o resultado no fim do mês.
Só que, em um cenário de crescimento mais moderado, esse atraso custa caro: decisões de compra, precificação e promo acabam acontecendo sem clareza de margem e sem visão real do estoque.
O Kigi ajuda justamente na parte que separa intenção de consistência: ele centraliza a base operacional para que você consiga acompanhar desempenho e tomar decisão com menos ruído.
Com dados no mesmo lugar, você reduz divergências entre o que foi vendido, o que deveria ter saído do estoque e o que aparece no financeiro. Isso diminui retrabalho, acelera a conciliação e dá previsibilidade para fechar o mês sem susto.
Na prática, isso significa conseguir responder com mais segurança perguntas que definem o seu 2026. O que está girando de verdade? Onde estou perdendo margem sem perceber? Quais categorias estão pedindo reposição e quais estão pedindo ajuste de mix? Onde a promoção ajudou e onde ela só “mascarou” problema de estoque?
O ponto não é “ter mais relatório”. É ter um processo em que os dados sustentam decisão. E quando o mercado cresce menos, decisão rápida e correta vira vantagem.
Conclusão: 2025 foi positivo mas 2026 vai premiar quem opera com controle
O varejo fechou 2025 com alta de 1,6% e manteve uma sequência longa de crescimento, mas com amplitude menor do que 2024. O fim do ano trouxe uma variação mensal negativa no indicador com ajuste sazonal, e o varejo ampliado praticamente não cresceu no acumulado, mostrando que o cenário pede atenção e eficiência.
Se você quer entrar em 2026 com estratégia de verdade, o caminho não é depender do “mercado”. É fortalecer o básico bem feito: margem, estoque, recompra e fechamento previsível. O varejo sempre vai ter ruído. A diferença é que algumas lojas crescem no ruído e outras crescem com controle.
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