Na terça-feira, 17 de março de 2026, a equipe da Kigi esteve no ERP Summit Brasil 2026, em São Paulo, para fazer o que todo lojista que quer crescer com previsibilidade deveria fazer com mais frequência: sair do “modo urgência” e olhar de perto para o que o mercado está colocando em prática quando o assunto é ERP, integração de sistemas e eficiência operacional.

O ERP Summit aconteceu nos dias 17 e 18 de março de 2026, no Expo Center Norte (São Paulo/SP), com o tema explícito de que a nova fronteira está na aplicação da inteligência na gestão empresarial

E isso não é só slogan de evento. A própria estrutura do Summit deixa isso claro: a agenda traz espaços e trilhas como Palco Data Village e NetSuite IA Arena, reforçando a centralidade de dados e IA no debate atual sobre gestão.

Mas aqui está o ponto que interessa para o lojista (especialmente o varejo de moda): o futuro do ERP não é “mais telas” nem “mais módulos”. O futuro do ERP é base de dados confiável + automação que reduz retrabalho + conformidade que diminui risco e aumenta previsibilidade. E isso muda a rotina de quem está no balcão, no estoque, no financeiro e no fechamento.

A seguir, eu vou traduzir as principais percepções do evento com as observações do Chrystian Scanferla Head (Kigi) para o dia a dia da loja. Sem hype. Sem promessa mágica. Só o que realmente muda a operação.

O que foi o ERP Summit Brasil 2026 e por que isso importa para o varejo

O ERP Summit se posiciona como um grande encontro de software e gestão, com foco em tendências e aplicação prática da tecnologia na rotina das empresas. Para o varejo, o valor de um evento assim não está em “descobrir novidade”. Está em identificar, com antecedência, quais temas estão virando obrigação operacional.

E foi exatamente isso que apareceu com força nas conversas e nos estandes: a dor das empresas não é “falta de ferramenta”. É excesso de fricção entre sistemas e processos. 

É o tipo de fricção que custa caro porque não aparece na vitrine; aparece no final do dia, no retrabalho, na divergência de estoque, na conciliação financeira, na lentidão para tomar decisão.

A própria agenda do evento evidenciou como o debate de gestão está migrando para uma lógica mais integrada: “dados e analytics” (Data Village), “IA aplicada” (IA Arena) e discussões sobre finanças/segurança/regulação, que são a cara de conformidade e governança.

Em resumo: o mercado está dizendo com todas as letras que gestão virou engenharia. E engenharia não tolera improviso.

Veja também: IA vai acabar com o “achismo” no varejo mas só na loja que tiver dados organizados

A grande virada: ERP deixou de ser “cadastro e nota” e virou o sistema nervoso da operação

Uma frase que resume bem o momento atual é: ERP não é mais o “lugar de cadastrar produto e emitir documento”. Ele virou o sistema nervoso do negócio o que conecta e coordena decisões.

Para o lojista, isso significa que a escolha e o uso do ERP passam a ter impacto direto em três frentes:

Primeiro, produtividade. Automação de rotinas é o novo “corte de custos” do varejo. Não é sobre demitir gente. É sobre evitar que a equipe gaste energia com tarefas repetitivas que poderiam estar resolvidas por processo e integração.

Segundo, previsibilidade. Quando vendas, estoque e financeiro não conversam, a loja vive de susto. Quando conversam, o fechamento deixa de ser um “evento traumático” e vira rotina.

Terceiro, decisão. O varejo atual exige decisão rápida. Se você decide tarde, você paga caro em ruptura, excesso e margem corroída. E para decidir rápido, você precisa de dado confiável não de planilha remendada.

Essa virada foi reforçada no evento de forma recorrente: integração, automação e uso inteligente de indicadores estavam no centro das conversas.

O que o Chrystian viu de perto: as dores que estavam no centro das decisões?

Nas observações do Chrystian, ficou muito evidente que o mercado está convergindo para um mesmo conjunto de prioridades. Não é sobre “qual software é mais bonito”. É sobre “qual operação é mais eficiente”.

As dores que apareciam como mais recorrentes, em conversas com diversos fornecedores, foram:

  • Redução de retrabalho e tarefas manuais no dia a dia (o custo invisível do varejo).
  • Mais controle da operação, com processos integrados em vez de ilhas de informação.
  • Uso de dados e indicadores, com ênfase em plataformas de BI para acompanhar resultados e iniciativas.
  • Experiência do cliente como consequência direta de eficiência interna (quando a casa está organizada, o atendimento melhora, o prazo melhora, a disponibilidade melhora).

Isso revela uma verdade simples: tecnologia deixou de ser “projeto do TI” e virou estratégia do dono.

Tendência 1: automação de rotinas é o novo “ganho de margem”

Quando o mercado fala de automação, muita gente pensa em robô e IA. Mas a automação que dá retorno mais rápido no varejo é a automação do básico: reduzir tarefas repetitivas e minimizar erro.

No chão de loja, automação começa com fluxo. E fluxo começa com integração. Quando seus sistemas estão conectados e o ERP é a base, você reduz fricções como:

  • cadastro e atualização duplicada de produto
  • inconsistência de estoque entre canais
  • ajuste manual de entradas/saídas
  • conciliação financeira feita “no braço”
  • fechamento que depende de caçar informação em lugares diferentes

Perceba: isso não é “tecnologia avançada”. Isso é eficiência operacional. E eficiência operacional, quase sempre, vira margem.

Veja também: Software de gestão de vendas: como ter previsibilidade e não só faturamento

Tendência 2: IA aplicada à gestão (sem base, é só chute mais rápido)

O tema do ERP Summit 2026 foi direto ao ponto: a “nova fronteira” é a inteligência aplicada à gestão. Mas a leitura prática que vale para o lojista é outra: IA só funciona quando a base está pronta.

A IA pode ajudar muito em decisões como previsão de demanda, identificação de padrões de compra, otimização de mix e recomendações mais inteligentes. Só que nada disso acontece com dados quebrados.

A frase que resume esse bloco é: IA sem base é só chute com roupa nova.

E “base” aqui significa:

  • cadastro consistente (produto, variações, categorias)
  • histórico confiável (vendas, giro, sazonalidade)
  • estoque coerente (entrada/saída, ajustes, inventário)
  • financeiro integrado (para resultado real, não “achado”)

Se o ERP não entrega isso, a IA vira cosmético. Bonita no slide, inútil no caixa.

Tendência 3: conformidade e governança saíram do “jurídico” e entraram no produto

Outro ponto forte do evento foi o reforço de temas ligados a segurança, finanças e pressões regulatórias e isso tem tudo a ver com conformidade. A agenda do Summit incluiu discussões ligadas a desafios regulatórios e tecnológicos e até debates sobre ataques e segurança no ecossistema financeiro.

A leitura para o lojista é simples: conformidade não é “burocracia”. Conformidade é previsibilidade.

Quanto mais o varejo se integra a meios de pagamento, marketplaces, bancos, automações e camadas de dados, mais a operação fica sensível a falhas. E falha, no mundo real, vira:

  • atraso de fechamento
  • inconsistência que trava decisão
  • risco financeiro e operacional
  • retrabalho que consome o time

Um ERP moderno precisa reduzir esse risco, e não criar mais uma fonte de problema.

Veja também: ERP varejo: como ganhar controle operacional sem travar as vendas

Tendência 4 (muito forte): BaaS dentro do ERP por que isso apareceu tanto nas conversas

Uma das tendências mais fortes percebidas pela equipe e citadas nas conversas com fornecedores foi BaaS (Bank as a Service): a integração de serviços bancários diretamente dentro do ERP.

Essa tendência apareceu de forma clara também na programação e nas discussões do ecossistema do evento, com sessões e conteúdos que tratam de pagamentos embarcados e do tema de finanças integradas ao software de gestão.

O que isso significa, sem complicar? Significa que a fronteira entre “gestão” e “serviços financeiros” está ficando mais curta. E, para o varejo, isso pode impactar de duas formas muito práticas:

A primeira é eficiência financeira: quando o fluxo de pagamento, conciliação e visão do dinheiro entra no mesmo ambiente de gestão, o lojista tende a ganhar velocidade e reduzir erro manual.

A segunda é novos produtos e fidelização: quando serviços financeiros passam a ser embutidos no ecossistema, abrem-se possibilidades de produtos (como benefícios, recorrência, mecanismos de fidelização e ofertas acopladas) que podem aumentar retorno sobre a operação desde que tudo seja feito com clareza, controle e foco em execução.

Importante: BaaS é tendência e o “como” varia por fornecedor. Mas o “por que” já está claro: o varejo quer menos fricção financeira e mais previsibilidade.

O que isso muda na sua rotina já em 2026

O evento é grande, os conceitos parecem sofisticados, mas a tradução é bem objetiva. Se você é lojista e quer preparar 2026 com inteligência, o impacto real disso tudo aparece em cinco decisões práticas:

  • Você vai precisar integrar vendas, estoque e financeiro para parar de conciliar no escuro e decidir tarde.
  • Você vai precisar transformar relatório em rotina, porque dado só vira gestão quando vira hábito.
  • Você vai precisar padronizar cadastro e processos, porque automação e IA dependem de consistência, não de improviso.
  • Você vai precisar olhar para eficiência e previsibilidade como meta, e não só para faturamento.
  • Você vai precisar escolher ferramentas pensando em aderência operacional, e não em “lista de funcionalidades”.

Essa é a mudança de mentalidade: a loja que cresce não é a que “tem mais tecnologia”. É a que usa tecnologia para reduzir fricção e aumentar controle.

Onde o Kigi entra: base unificada para decidir com dados e simplificar a operação

Se a conclusão do ERP Summit 2026 é que o futuro do ERP é dado + automação + conformidade, então o papel do Kigi é bem claro: ser a base que organiza a casa para a inteligência funcionar e para a rotina ficar mais leve.

O Kigi existe para entregar a visão que o Chrystian trouxe como missão do grupo: visão unificada do negócio, decisão com base em dados e simplificação dos processos do dia a dia especialmente para o varejo de moda, onde variação de produto, giro e rotina de operação exigem controle.

Na prática, isso significa que, em vez de você depender de planilhas paralelas e “conciliações heroicas”, você começa a operar com consistência e previsibilidade, o que destrava exatamente o que o mercado está apontando como futuro: automação real e decisões mais rápidas e assertivas.

Conclusão: o futuro do ERP já começou e ele começa no básico bem feito

O ERP Summit Brasil 2026 deixou um recado muito claro: a fronteira agora é inteligência aplicada, mas inteligência sem base é ilusão. O caminho que aparece com força é o de dados organizados, processos integrados, automação de rotinas e governança como parte do produto.

Para o lojista, isso não é “tendência distante”. É mudança de rotina. É a diferença entre fechar o mês no susto e fechar com previsibilidade. É a diferença entre decidir no feeling e decidir com dado.

Quer unificar sua operação e tomar decisões com mais clareza em 2026? Faça o trial do Kigi.